João C. Freitas Foi com certa emoção que acompanhei a posição daquela comissão parlamentar presidida pelo sr. Coito Pita, dado o empenho do cavalheiro na defesa do pluralismo informativo. Na teoria de sempre: como o JM é um poço sem fundo a arder dinheiro do povo, com prejuízos de fazer arrepiar o mais insensato esbanjador, o governo de Jardim continua a canalizar verbas para lá, a fim de o JM se manter aberto e o DN não ficar sozinho no mercado, a fazer política, como eles dizem. Ao contrário do que já pensei em tempos, o DN perde razão nos seus protestos ao teimar na sua política de gestão virada para a arrecadação de receitas para pagar despesas. Em minha opinião, o governo de Jardim está a ser muito claro e só por teimosia o DN não muda. O governo de Jardim indica claramente como deve ser um jornal e aí está o JM a dar o exemplo. A ver se me explico: o DN devia ser menos arrogante e ouvir a voz do governo de Jardim, seguindo-lhe as dicas: começando por meter 10 cêntimos na capa e fazer a distribuição gratuitamente, com expedientes também conhecidos; vender publicidade a preço dos chineses; contratar comissários políticos para a administração e pagá-los principescamente de acordo com a qualidade laranja; pagar escandalosamente a directores e chefes com o contrapeso de um emprego cómodo na função governamental um dia em que a coisa dê barraca. Ora, como dessa maneira o DN ficaria em situação pior do que a actual, já que também deixaria de angariar receitas, o governo certamente acorreria pressuroso com subsídios chorudos para, em coerência com a sua teoria, garantir a manutenção do DN e não deixar o JM sozinho na praça. Senhores do DN, experimentem, a ver a reacção do governo de Jardim. O que diria o pluralista sr. Coito Pita?
E finalmente eu veria garantido o meu direito de escolha, como cidadão contribuinte: como actualmente não preciso de ler o JM, porque já li aqueles artigos no 'Madeira Livre', exijo, sim, que o DN também seja à borla, para eu o ler ainda mais à vontade.