Finalmente o governo de Sócrates caiu. Naturalmente. Resmungando, como é habitual nos incompetentes que se julgam insubstituíveis. Ao contrário da euforia oposicionista, Portugal não tem seguro que se livrou do personagem. É preciso derrotá-lo em eleições. Esmagá-lo. A ele e ao PS.

Para a Madeira a queda de Sócrates é crucial. Acompanhado do seu maior dejecto ministerial: Teixeira dos Santos. Nunca alguém ao serviço do Estado sobrepôs tanto o ódio pessoal ao interesse nacional. Inadmissível, num estado de direito democrático. Nos nossos dias. Sempre lhe retribui com o meu maior protesto essa sua conduta inaceitável. Prejudicial para uma Região que foi exemplo do progresso e do rigoroso aproveitamento dos apoios financeiros da Europa. Foram Sócrates e Teixeira dos Santos os coveiros de um Portugal que, não tendo aprendido a se governar em democracia, se deixa levar por um qualquer vendedor de promessas fantasiosas. Mentiram aos portugueses e, pior que isso, afundaram as esperanças de quem sonhou viver como europeu. Como é possível, neste tempo de agora, haver fome em Portugal ? Para a Madeira abre-se uma oportunidade. De recuperar o que nos foi roubado e dinamizar os nossos projectos mais decisivos.

Encontrei Pedro Passos Coelho na véspera da queda do governo. Senti-o motivado para as tarefas que aí estão: ganhar as eleições, formar governo competente e sério e governar bem. Disse-me querer dar visibilidade ao seu empenho no sucesso da Zona Franca. Sabia o que representa para o futuro da Madeira e que a solução da sua viabilidade não acarretava qualquer prejuízo nacional. Pelo contrário. No interesse da Madeira e de Portugal todos devemos ajudar à sua vitória.

Miguel Sousa, Vice-Presidente da ALM