Duarte Caldeira Ferreira Um dia destes vi na RTP Madeira, a parte final de um debate sobre o aterro e fiquei com muita pena de não ter visto desde o começo, mas de facto não pude mesmo. Mas nessa parte final ouvi com muito agrado a sugestão do Eng. Duarte Gomes, com a qual me identifico plenamente: Ampliar a Pontinha com partida do aterro que não só serviria de estaleiro, mas também cederia para a obra os inertes aí depositados. Os transportes seriam feitos através do mar com a ajuda de "batelões", libertando a Av. Do Mar de um movimento de camiões muito pesados, que não iriam exigir reparações do piso em permanência, como também iria congestionar o transito naquela zona nobre da nossa cidade. Como o antigo director do Porto, diz e muito bem, quando acabasse a obra, o aterro também tinha desaparecido, devolvendo-se á cidade a sua originalidade. Parabéns Eng. Duarte Gomes. Com esta solução teríamos dois, ou talvez três problemas resolvidos:1) Acabava-se com o aterro; 2) Resolvia-se de um modo mais económico a questão do aumento da Pontinha e 3) Se se construísse um cais para atracação de barcos, de certeza que alguns dos turistas que aí saltassem para terra, devido á proximidade, deixavam de movimentar almoços nos restaurantes da cidade. Seria mais fácil ir a bordo almoçar o que já está pago. Aliás sobre este assunto, penso que deveria haver uma negociação entre os promotores dos "cruzeiros" e a Secretaria Regional do Turismo e Transportes, no sentido de diminuir as taxas de atracagem aos barcos que não servissem, pelo menos almoços enquanto estivessem atracados, diminuindo o custo das passagens. Isto iria movimentar os restaurantes da nossa cidade e permitiria muito mais excursões á volta da Ilha, ou seja iria ajudar, pelo menos a restauração, as lojas de artefactos, as camionetas, as guias, os táxis, os Carreiros do Monte, o teleférico, o comércio em geral, etc, etc… Mas voltando ao tal programa da RTP Madeira, digo francamente que não gostei, na parte final, de uma intervenção de um madeirense, que tudo sabe, incluindo de engenharia civil. "Cada macaco no seu galho"…