O triste fado dos portugueses, que bem se pode resumir na tradicional lamentação "isto só neste país", parece ter ganho legitimidade por mais uns bons tempos com os aconteci-mentos da última semana. A maioria das pessoas só muito recentemente despertou para a inércia da política e dos políticos; outros garantem já ter alertado para os sinais da crise há muito tempo. De uma forma ou de outra, todos os cidadãos portugueses estão agora absolutamente cientes que o País gasta muito mais do que produz, e que estamos metidos num buraco quase sem saída. Ninguém sabe explicar como e porque chegámos até aqui desta forma, sem sabermos onde e quem desbaratou as nossas parcas economias. Mas, à força, já todos sabem que o que precisamos é de gastar menos e de produzir mais, de preferência aproveitando para moralizar a "coisa pública", desonerando-a de alguns incompetentes e de alguns ladrões de colarinho. Perante a gravidade deste cenário, o que é que os nossos políticos decidem em uníssono? Simples: fazem exactamente o contrário do que precisamos, que é produzir, e paralisam o país durante dois a três meses. Para resolver a situação? Não. Para ficar tudo ainda mais complicado, para pagarmos mais pela dívida que os políticos fizeram em nosso nome. Pelo meio, há uns senhores engravatados que se vão ajeitar nas poltronas dos cargos públicos, uns porque saem para empresas e organismos estatais, outros porque tomam de assalto ministérios e secretarias de Estado, coisa muito propícia à distribuição de mordomias pelos amigos e familiares. Definitivamente, a crise é para eles a maior das oportunidades. Por cá, houve quem sugerisse antecipar as eleições regionais, legalmente previstas para o final do ano. Pelas respostas dos acomodados na política viu-se como se preocupam com a crise, quando metem à frente da poupança de um milhão de euros e da agilização da missão pública, as pequenas preocupações com a contagem de tempo de serviço e aquela lista de inaugurações (?) que costuma enganar a parte deste reino da parvónia. Michael Blandy, Presidente do grupo Blandy A família Blandy celebra este ano 200 anos de presença contínua na Madeira. Nos EUA teve lugar o arranque das acções internacionais para assinalar a efeméride, com o presidente do Grupo a aproveitar para promover o Vinho Madeira. Ivo Vieira, Treinador do CD Nacional Não teve uma entrada auspiciosa como técnico de futebol da I Liga, mas o discurso e a postura do antigo jogador madeirense mostram que 'temos homem'. Precisará sempre de uma 'estrelinha' que o guie, mas está no bom caminho. Marques da Silva, Candidato à Associação de bilhar São conhecidos os seus interesses comerciais neste entusiasmo pela presidência da Associação de Bilhar. Mas isso é com os sócios. Agora, acenar com um pavilhão exclusivo para o bilhar é demais... porque não um pavilhão para a milhada?! Carlos Pereira, Deputado do PS É astuto, mas não disfarça a raiva e o 'vale tudo' para vingar o facto de não o terem querido do outro lado, que agora critica de forma doentia. O caso do CINM é sintomático. Se acreditasse nos seus argumentos, podia defendê-los perante o CINM. Francisco Costa, Presidente da SDM A SDM abandonou o calculismo que é a sua imagem de marca e expôs, publicamente, factos e argumentos que envergonham os 'actores' políticos portugueses do processo negocial do Centro Internacional de Negócios da Madeira.