A Economia no seu geral, vai registando variações que determinam os diversos ciclos que vão caracterizando e marcando o desenvolvimento sócio-económico, conforme a escala espacial que estejamos a considerar. Bastará fazer uma análise às últimas décadas para nos apercebermos de alguns ciclos, positivos ou negativos, todos eles marcados por vários factores que influenciaram a dinâmica económica e, naturalmente, a vida das populações. As razões que originaram os ciclos são variadíssimas e se bem que possamos estabelecer algumas analogias, não há ciclos iguais. Hoje mais do que nunca, os factores que são capazes de gerar fenómenos de alteração da vida económica, são muito mais numerosos e como tal, a susceptibilidade de se registarem cenários diferenciados é cada vez mais frequente. Note-se a este propósito as vagas de situações especulativas que a própria crise que teve origem nestes fenómenos trouxe. Junta-se a tudo isto, os efeitos nas contas públicas dos países, o preço do petróleo, a tendência da subida dos preços dos produtos alimentares e a instabilidade política e social. É a Globalização no seu pior, ou seja, a afectar quase todos, salvaguardando-se algumas economias emergentes cuja dinâmica e características próprias ainda as conseguem blindar aos efeitos perversos da crise. Para não falar de alguns regimes totalitários que "fogem" à crise, através das respectivas "metodologias" ditatoriais e conivência dos "Estados de Direito"… É a sensação de instabilidade mais omnipresente e quem sabe, a génese de futuras rupturas. Esperemos que pacíficas.
Sílvio Costa, Gestor