Duarte Caldeira Ferreira O Primeiro Ministro de Portugal pediu a demissão ao Presidente da República, em consequência da não aprovação do PEC4, pelo PSD, CDS, BE, Verdes Partido comunista, na Assembleia da Republica. Este facto, já previamente anunciado, não constituiu surpresa para ninguém, apesar dos esforços que o Governo fez para conseguir um consenso, esperando até á última da hora por um "volte face" no maior partido da oposição. O problema não é o 1º Ministro, Eng. José Sócrates, ter caído, mas sim todas as consequências daí resultantes, nomeadamente a perda total de confiança no País, agravando todos os custos do serviço da dívida externa (aquela que o Presidente do Governo Regional da Madeira e seus acólitos, gostam de comparar com a dívida regional). Pode haver má gestão, num caso ou outro, mas não acreditamos que alguma vez foi cometida de má fé. Desde que começou a"crise", que a velocidade dos acontecimentos ultrapassaram tudo e todos, enquanto os portugueses se habituaram a consumir mais do importado do que do produto nacional. (...) O Eng. Sócrates (sendo engenheiro técnico, como primeiro curso, é mesmo engenheiro) desde a sua tomada de posse que foi um homem visado, por muitos que, cobardes, como são, se esconderam no anonimato, levando a Justiça a gastar milhões só para que fosse achincalhado publicamente. Foi julgado, na praça pública, muitas vezes, o segredo de justiça nunca funcionou para ele e, ainda mais grave, o facto de tudo ficar, sempre com uma ponta de suspeita. Os seus Governos tiveram grandes ministros como Correia de Campos (saúde), Maria Lourdes (educação), Luís Amado (negócios estrangeiros), Mariano Gago (investigação e tecnologia), e outros que certamente ficarão na nossa história, tal foi a sua coragem politica de endireitar aquilo que todos nós sabíamos estar errado. Comunistas e direitistas juntaram-se para dar o cheque mate ao país, pois o que aí vem não será nada bom para Portugal, nem para os portugueses. Francisco Assis na sua intervenção, como líder parlamentar do PS na Assembleia da República, disse tudo o que se passou e responsabilizou, e bem, a irresponsabilidade de Passos Coelho, talvez própria de uma birra de um jovem, sem experiência de governação e de vida. Poderá ser ele o grande responsável, pelo que vem a seguir, poderá ser ele a fechar a porta (e a calar o Portas), mas penso que o povo português, nas urnas, irá reconhecer o esforço que o Eng. Sócrates fez, sacrificando-se e ao próprio partido para salvar Portugal. Espero que seja um até já...