Se é possível nos Açores, por que razão, aqui, a Autonomia não consegue marcar a diferença? Lá, conseguem reorientar as receitas em favor das empresas e das famílias, aqui, o dinheiro escoa-se em megalomanias. O Deputado José do Rego, Presidente da Comissão de Economia do parlamento açoriano, veio confirmar que os funcionários públicos mantêm a mesma remuneração de 2010; 35.000 idosos gozam de um complemento regional de pensão; o abono de família foi aumentado em 11% abrangendo 42.124 crianças e jovens; os pais desempregados contam com uma majoração de 100% no abono de família; suspenderam o aumento das comparticipações das famílias, pela utilização dos serviços de amas, creches, jardins-de-infância e ATL's, abrangidos por acordos de cooperação com a Segurança Social; o Governo apoiará as famílias em situação de desemprego, no pagamento à banca das suas casas, através da bonificação dos juros do crédito à habitação. Os combustíveis são, em média, 10% mais baratos. E no desemprego? Nos Açores existem 7078 desempregados; na Madeira, 17.203. Entre 2003 e 2011 o crescimento do desemprego nos Açores foi de 46%; na Madeira 229%. Uma situação que se compagina com dois aspectos: nos Açores, 19% das empresas apresentam risco empresarial elevado; na Madeira, 30%. Um facto a que não é alheia a circunstância de, na Madeira, a média dos últimos cinco anos ter sido de 252 dias para pagar facturas e, nos Açores, apenas 22 dias. E a culpa é do Engº Sócrates! Nos Açores é possível, aqui não. Ah, a Constituição da República é a mesma e o Orçamento açoriano é inferior!
André Escórcio, Deputado do PS-M