Os políticos ficam todos contentes com esta coisa de eleições e campanhas eleitorais. Seja qual for o novo Governo, todos os "eleitos" ficam a ganhar. Até os derrotados enchem os cofres com esta coisa de subvenções aos partidos, uma bandalheira que eles inventaram para financiar as corridas aos tachos pondo os contribuintes a pagar. E lá vão os deputados que não ficam nas novas Assembleias levar aquele "chulo" do subsídio de reintegração, que é como que um prémio por ter estado afastado da sua profissão principal, mas com o bónus de ter o lugarzinho sempre bem guardado. E aqui na Madeira é ainda melhor, porque enquanto foram deputados puderam acumular com aqueles "carunchos" de meia e fim de semana. Vamos ter, penso eu, umas legislativas com campanhas novamente eivadas de ataques pessoais, de escárnio e maldizer. O costume nesta classe de oportunistas, onde se salva meia dúzia. O País parecia mostrar sinais de recuperação e este último PEC não trazia mal nenhum ao nosso mundo. Taxar reformas acima dos 1500 euros, especialmente se pensarmos naqueles que fugiram da vida activa com valores escandalosos, faz-me pensar que os suecos não passam dos 1700 euros na reforma e não se queixam. O único contra que, para mim, tinha este Governo, tem a ver com os intocáveis gestores da coisa pública, os seus exageradíssimos salários e prémios anuais, aliado à luxúria que os nossos governantes exibem, com uma catrefada de assessores e adjuntos, secretárias e motoristas de frotas de países ricos. E se tivesse mexido com os impostos da Banca em vez de baixar o IVA do golfe (onde só jogam pobres), penso que poderíamos aguentar mais uns tempos a pressão dos papões alemães e ingleses, a tal coisa que chamam de mercados internacionais. Pensam alguns incautos que agora é que Portugal vai sair da crise, este Sócrates não fazia nada e só "entalava" aqueles que pouco ganhavam e quase nada tinham. Pois bem, desengane-se quem acha que Passos Coelho e Portas vão salvar o convento. Um já diz que não promete não aumentar impostos, o outro esfrega as mãos na mira de mais uns tempos a fazer de ministro. Depois de alcandorarem o poder (se não houver petas), afinal vão haver outras, aquilo é que vai ser desancar nos que saíram para justificar mais um aperto à classe média. Não vão mexer em nada que tenha a ver com tachos, com a Banca nem com os empresários amigos. Com o FMI oxalá seja tudo a pente fino. Levem o subsídio de férias, levem o de Natal. Mas não se esqueçam de radiografar as contas bancárias, "shore" e offshore, sinais exteriores de riqueza. Ponham o Ministério Público a trabalhar e acabem com os milhões do JM. E investiguem também o Madeira Livre, o tal que depositam aos pares nas nossas caixas de correio, para lermos a "Palhaçada" e onde se repete e "trepete" os insultos e as doutrinas de lavagem de cérebros. Preocupam-se em insultar e difamar os não-alinhados, zangam-se as comadres e abanam os galhos do partido laranja, quantos irá Jardim descobrir pendurados por mais de 30 anos?! Mas o progresso deste povo superior permite que em pleno 2011 continuem a morrer crianças em poços descobertos. A polícia caça as jantes 17 que passam na inspecção, o cidadão que levou dois minutos na farmácia e não meteu moeda, os 57km/h na zona de 50. Mas não consegue ver as armadilhas lodacentas que levam os filhos da terra. Talvez quando forem os "(v)nossos"!

Paulo Gomes