Rui Jardim Uma vez mais, no Portugal pós 25 de Abril, a Partidocracia demonstrou que o objectivo deste regime não é o País. É a simples gestão dos interesses pessoais e partidários. Ao cidadão comum restam poucas alternativas. Quer vote quer não vote, elege sempre um "político" destes. Então, para que servem novas eleições no cenário actual? Só se for para termos o prazer da mudança das caras na gestão de todo o aparelho, desde o Governo até ao Grupo Coral da Paróquia. O que necessitávamos agora era Seriedade e Competência Em todos os quadrantes políticos e da sociedade, existem ainda algumas pessoas que se enquadram nesse perfil. Mas simplesmente não têm espaço no panorama governativo, porque a partidocracia não os deixa. Nessa lógica, penso que estava na hora de eventualmente termos um regime de iniciativa presidencial, com a nomeação de pessoas competentes, de "largo espectro político", que assumam o País de forma honesta e com objectivos nobres, em vez dos objectivos dos políticos actuais. Oxalá o Presidente da República, à beira deste abismo, deixasse de ser mais um "político".