Se fosse eu a decidir esta seria a minha lista de prioridades: 1 - Fim do serviço de saúde gratuito universal. Todos os contribuintes com rendimentos colectáveis acima dos 10.000 Euros passariam a pagar o acesso à saúde, valores que seriam progressivos consoante esse mesmo rendimento. Os valores a pagar têm de reflectir o custo do serviço prestado adicionado da necessária margem de lucro. 2 - Fim da educação gratuita universal, aplicar-se-ia a mesma fórmula acima referida. 3 - Taxa de IRC abaixo dos 10% para empresas com menos de 250 trabalhadores e uma facturação inferior a 25 Milhões de Euros, desde que não apresentem uma flutuação negativa do seu quadro de pessoal acima dos 20% em relação ao exercício anterior. 4 - Fim das progressões automáticas de carreira baseadas apenas na antiguidade. 5 - Fim da limitação da contratação a termo certo. 6 - Criação de um tecto máximo para a indemnização no caso de despedimento. 7 - Privatização de todas as actividades que não tenham implicações na soberania nacional. 8 - Atribuição de pensões e prestações sociais apenas aos idosos reformados, incapacitados e crianças. Todos os outros que não tivessem rendimentos por via do trabalho teriam acesso ao subsídio de desemprego nos actuais moldes. 9 - Estabelecimento de uma idade de reforma sem qualquer tipo de excepção. Sim ao tecto máximo para as reformas mas, ao mesmo tempo limitação do valor dos rendimentos sujeitos a taxa social única. Todo o excedente, desde que aplicado num plano de reforma privado, estaria isento. 10 - Redução da taxa do IVA para todos os medicamentos (incluindo os de venda livre) e de todos os bens alimentares. Agravamento para os bens de luxo. Muitas destas medidas foram já apresentadas por outros, limitei-me a compilá-las porque entendo serem essenciais desde que acompanhadas pela chegada ao sítio de decisão de pessoas com coragem, com legitimação para as por em prática sem os constrangimentos e ruídos dos preguiçosos do costume, se for preciso uma moratória na democracia que assim o seja (agora, para além da fama de ser radical, fico com o proveito).
Carlos Rodrigues, Gestor