Mário Oliveira Tenho já idade suficiente para recordar a anterior intervenção do FMI em Portugal no pós-25 de Abril. E sei que isso significa tempos duros, privações várias e um período que parece alongar-se indefinidamente em que o dia a dia tem que ser encarado com determinação e firmeza por todos, com o moral "em cima" para fazer face às agruras desse mesmo dia a dia. Repito, são tempos duros com uma característica importante: para todos! As restrições e a austeridade em geral afectarão tudo e todos de igual modo, tão difícil é atravessar esse período para os que ganham 500€ para os que ganham 5.000€.
Por isso, apesar de pensar que teremos momentos difíceis para atravessar, interiormente me rio do susto que isto está a causar aos nossos governantes de Lisboa. É que as benesses e mordomias de que agora gozam enquanto apertam com a massa anónima, e às quais se agarram que nem lapas embora não o confessem, com o FMI irão todas por água abaixo, sejam ainda governo ou não. Por isso, que me desculpe quem me estiver a ler se pareço fazer afirmações levianas, mas dá-me gozo ver como esses queridos dirigentes fazem ameaças, insinuações, frases do tipo "uma crise política implica ajuda externa", discursos do tipo "depois de mim, o dilúvio", quando o que estão é borradinhos de medo porque aquelas ajudas de custo, as percentagens dos chorudos ordenados, os subsídios encapotados, tudo isso vai desaparecer como fumo e vão sentir também nos bolsos o custo da crise. Ridículos...