Cláudia Luz Venho expor uma situação na qual estou sensibilizada. Antes de escrever este pequeno excerto de texto, muito pequeno mesmo comparado com a realidade ainda pensei em não mencionar o nome da entidade patronal mas depois deparei-me com as críticas, quase que diárias acerca da empresa e resolvi escrever abertamente.
Um funcionário dos Horários do Funchal sofreu um acidente de trabalho em 2009 ficando a partir desse momento com incapacidade temporária absoluta para o exercício da actividade profissional.
Em 2010 foi submetido a uma intervenção cirúrgica e alguns meses após a cirurgia começou a perder a mobilidade do membro superior direito enquanto aguardava aprovação por parte da seguradora para novo plano de fisioterapia.
A questão do momento é que actualmente o sinistrado foi submetido a novos tratamentos para possíveis melhorias e um dia após o início dos tratamentos teve alta por parte da seguradora com incapacidade total para retomar a actividade profissional exercida até à data do acidente, sendo encaminhado o processo para o Tribunal de Trabalho.
No dia que em teve alta o funcionário dos HF retomou à empresa na expectativa de ser-lhe dada alguma actividade que pudesse exercer mediante a incapacidade do membro superior direito. Infelizmente a resposta que obteve foi a de dirigir-se à médica de família com o intuito de ser-lhe passada baixa pela Segurança Social. (In)Felizmente a médica recusou passar tal documento visto que se tratava de um acidente de trabalho e compete à seguradora tais funções. O funcionário resolveu apresentar-se na entidade patronal porque afinal precisa do salário para poder pagar as suas contas. Actualmente encontra-se sentado numa cadeirinha sem qualquer actividade.
A minha questão é muito simples, a empresa anda a reduzir carreiras porque acha que é uma forma de poupar algum dinheiro e desta forma esquece-se que prejudica uma percentagem da população. Mas será que se porventura formassem os motoristas para uma condução económica e defensiva não seria mais oportuno e possivelmente não seria necessário uma redução "drástica" das carreiras.
Agora com as poupanças que andam a fazer na redução de carreiras e colocam um funcionário sem dar-lhe qualquer actividade que ele pudesse realizar deixa um bocado aquém da realidade. Com imensos sectores que a empresa tem é lamentável que esta situação esteja a acontecer.
Esta situação está a acontecer com um funcionário, mas poderá acontecer com qualquer um, serve apenas de exemplo para o corpo de funcionários da empresa.