O Centro Internacional de Negócios ou Zona Franca nasceu nos anos 80 e desde aí tem contribuído decisivamente para o desenvolvimento da RAM, apesar de estar sempre rodeado de limitações e constrangimentos. O facto de estarmos inseridos num sistema que nos sujeita a 3 níveis de decisão (Regional, Nacional, Europeu) não nos traz a agilidade que precisamos para ser competitivos na arena internacional de atracção de investimento externo. Enquanto andamos a lidar com alguns políticos regionais sem qualquer visão séria de futuro para a nossa região, que apenas querem destruir para reinar, com um Governo da República que está a destruir a nossa economia e a nossa pouca capacidade de atrair investimento e com as limitações impostas por Bruxelas, os outros países não estão parados e aperfeiçoam continuamente os seus mecanismos de atracção de investimento externo. O último exemplo vem de Cabo Verde, que a 31 de Janeiro publicou legislação criando o "Centro Internacional de Negócios de Cabo Verde". Se analisarmos a legislação, verificamos que é extremamente competitivo: uma cópia do nosso Centro, sem as partes negativas… Adivinho uma importante fuga de investidores da Madeira para Cabo Verde. Não será o facto de, primeiro Canárias, e agora Cabo Verde, nos imitarem e criarem os seus Centros Internacionais de Negócios, evidência suficiente para mostrar que o nosso futuro passa por melhorar a capacidade de atrair investimento externo para a Madeira e que o CINM é um instrumento vital para esse efeito?
Frederico Gouveia e Silva, Gestor