2011 é ano de eleições regionais. Os Madeirenses começam a dar sinais evidentes de cansaço, perante a prepotência de uma governação que manietou a máquina administrativa, asfixiou a sociedade civil, inverteu prioridades e não foi capaz de dar resposta aos problemas da pobreza e do desemprego. Não. Não sou faccioso ao ponto de não reconhecer que há obra feita. "A Madeira nova" tem vias rápidas, novas marinas (algumas a meter água), parques industriais às moscas, centros cívicos fantasma e o maior índice per capita de campos de futebol do mundo. É verdade, sejamos sérios e honestos, a "Madeira nova" tem tudo isto. Mas esta, é a única estratégia do psd para a nossa terra? Já reflectiram sobre os resultados na educação e as (não) prioridades na saúde? Já repararam que toda a estratégia do governo passa pelo betão armado? Como se compreende a opção de não construir um novo hospital? O governo regional nem se deu à maçada de pedir financiamento ao Estado, porque não apresentou a candidatura aos projectos de interesse comum. Alega o psd que "existem outras prioridades" e pasme-se... .até fala em "honestidade". O tanas. Quais prioridades? Qual honestidade? Não brinquem com o povo. Quando oiço este tipo de argumentação vem-me à memória uma frase batida da autoria do poeta António Aleixo: "Vós que lá do alto do vosso império prometeis ao povo um mundo novo, calai-vos, que pode o povo querer um mundo novo a sério". Falando sério... Em outubro os Madeirenses têm oportunidade de dizer se pretendem, ou não, um novo hospital, um programa de combate à pobreza e ao desemprego, aposta na melhoria dos resultados na educação, defesa intransigente do ambiente e cumprimento rigoroso de um plano de ordenamento do território. Existem apenas duas opções com projectos de poder: Aquela que apresenta o PS, baseada na defesa e valorização da pessoa humana ou o prolongamento da cimentização da Madeira, defendida pelo PSD. Falando sério, porque não é tempo para brincadeiras nem fantochadas ridículas única alternativa a este regime passa necessariamente pelo Partido Socialista. Respeito todos os adversários políticos, mas esta, não é a hora para o radicalismo da extrema esquerda nem para o populismo e a demagogia da direita. Queremos mais PS. Queremos uma visão mais social e menos economicista. Queremos pensar e ajudar as pessoas porque é a economia que está ao serviço das pessoas e não as pessoas ao serviço da economia. Sem radicalismo, sem demagogia, sem populismo. p.s. Li na revista 'sábado' que à entrada da Líbia, quem vem do norte, existe um placar enorme onde se pode ler "NOVA LÍBIA". Os Ministros, que outrora idolatravam Kadhafi e nunca o contrariavam, tratavam-no por "chefe" e ele apelidava os opositores do regime de "malucos e mentirosos". Coincidências. Ah....quando se deu a revolta a maior parte dos homens de confiança abandonou o barco como ratos. Os projectos de eternização no poder nunca acabam bem.
Luís Miguel França - Deputado do PS-M na AR