Duarte Sousa Melim Agora, como condutores de "camiões" e "autocarros", somos obrigados a tirar o CAM. O problema é que, temos de dispor de muitas horas dos nossos tempos livres para a família e de cerca de 600 a 2000 euros, de 5 em 5 anos. Eu, por exemplo, sou encartado nas categorias A, B, C, D, E, (motociclos, ligeiros, pesados mercadorias, passageiros e atrelados), além de ser instrutor. Tenho formação qualificada: condução de emergência, defensiva, avançada, todo o terreno, socorrismo... Já tive mais de uma dúzia de instrutores, passei numa dúzia de exames, desde código, legislação, mecânica, práticas, conduzo à 15 anos, tenho mais de 20.000 horas de condução e já conduzi em todo o tipo de estradas. Mesmo quem não tenha tanta formação, tem: 2 ou 3 cartas, tem formação nas empresas, conduz pelo menos 2.000 horas por ano, e já passou por várias situações na estrada. Não entendo esta obrigação de formações e reciclagens, com muitas horas e conteúdos dispensáveis, e que deviam ser obrigatórias era para quem comete infrações! Entramos em excesso de formação. Vamos fazer de "baby siter" ou de guia turístico?! Se é para diminuir acidentes, devia-se começar por melhorar as estradas e aumentar a fiscalização! Pior, os novos encartados em pesados nem poderão conduzir, sem fazer o curso! Descredibiliza-se as Escolas e as dezenas de horas teóricas e práticas! As autoridades rodoviárias deviam se preocupar em fiscalizar a sinalização e estado das estradas, fazer campanhas rodoviárias, melhorar as perguntas e exames, fiscalizar as cartas que "saiem no nestum" e os atestados médicos à distancia! Agora temos de tirar carta de 5 em 5 anos?! Formação sim, mas em módulos mais acessíveis. Um curso de anos a anos, de 1 ou 2 dias, de reciclagem e condução defensiva, ainda ia. Isto assim é demais! Mais valia obrigarem-nos a tirar todas as cartas, do que obrigar a pagar por cursos, mais caros do que as próprias cartas.