Bernardo Freitas Desemprego na região será um mito em que de uma vez por todas levantará o nosso antepassado Sebastião do reino dos mortos? Ou será que o emprego está mal distribuído e em vez do novo Cristo necessitamos mais de um Zorro ou de um justiceiro com um carro todo quitado, para por os pontos nos Ís? Eu aposto na segunda opção! Mas não o faço as cegas, baseio-me em tudo menos nas estatísticas fornecidas, pois essas estatísticas falam em números e eu baseio-me meramente em pessoas. Pessoas que conheço e que cada uma delas diz conhecerem no mínimo duas pessoas desempregadas dispostas a fazer qualquer tipo de trabalho pois o desespero já tomou conta das suas vidas. Uma das partes tristes deste conto "infantoadulto" mais triste é a parte em que muitas destas pessoas são licenciadas, e se as licenciadas não conseguem trabalho muito menos os coitados que não frequentaram a escola mas têm família para sustentar. É África um país do terceiro mundo? Nós não? Só lá é que existe pobreza e fome? Agora faço uma pausa e pergunto-me - ONDE É QUE ISTO VAI PARAR? HAM? Enquanto fiz esta pausa pensei naqueles que têm trabalho mas recebem a modéstia quantia que é o ordenado mínimo e a seu cargo têm uma família e a educação dos filhos para garantir. Sim… educação dos filhos = futuro do país, e como se fosse instantaneamente sugado de uma realidade caio numa que me é muito familiar, o atraso nos salários e subsídios. Comparo esta triste realidade a uma martelada no polegar onde em vez de chorarmos rimos, rimos para suportar a dor, a dor de não podermos dar aos nossos filhos o que queremos, dor de não ter comida para alimentar a boca dos nossos amados, dor de não termos o que queremos nem o que nos faz falta, dor de sermos um número nas contas do desemprego do país, dor de sermos uma aberração da sociedade. S.O.S. PELO AMOR DE DEUS! Afinal quem são estes terroristas que assassinam furtivamente, sem escrúpulos o povo e ainda conseguem sorrir perante as câmaras? Quem são estes seres que conseguem dormir descansados sobre este assunto sabendo que esse cargo esta nas suas mãos? Eu sei mas gostava que eles tivessem a decência de pelo menos cumprir com as suas obrigações profissionais. Ao longo do texto fiz questões, agora faço uma pergunta retórica. Em vez de termos tanta gente incompetente a dirigir esses cargos, não os despedem e contratam as pessoas que demonstram algum interesse pelo trabalho e pela evolução deste país?