António Vieira Mesquita Como é possível que um Sr. Presidente da República que irá dar continuidade a um segundo mandato faz um banquete com grande pompa e luxo, «à grande e à francesa»? No seu discurso pede sacrifícios ao povo, fala em seriedade e rigor referindo que irá fazer um mandato com mais intervenção. E logo, no dia seguinte, o PEC é remodelado pelo Sr. Ministro das Finanças, castigando uma vez mais os portugueses. Não é por acaso que Adão e Eva têm nacionalidade lusitana, pois apesar de estarem nus, descalços e magros como cães abandonados, ainda diziam que estavam no Paraíso! Sendo assim, só podem ser portugueses. E é exatamente o que esta gente que nos governa está a fazer ao povo português, pois só mandam «apertar o cinto» e não apresentam soluções. Eu sou pescador de profissão e digo-vos que vou para o meu trabalho pelos meus próprios meios. Acho que todos os trabalhadores deviam usar os seus próprios meios, para se deslocarem até ao seu posto de trabalho (Ministros, secretários de Estado e outros) e só o Sr. Presidente da República e o Sr. Primeiro Ministro é que deveriam ter carro do Estado. Esta é uma ideia e um exemplo de poupança, para pagarmos as dívidas, que o país tem por causa da governação de alguns governos. E, há tantas outras mordomias que a classe política tem que são desnecessárias. Não estrangulem o povo, porque a «galinha dos ovos de ouro» também se cansa e esgota a paciência com tanto desperdício. Os «poços de petróleo» dos portugueses falam, sentem, riem e choram. Não são como os da Arábia que não sentem, nem choram, nem riem e, mesmo assim, estão a revoltar-se. Não sejam tão gozões com o povo, pois o exemplo tem que vir do alto exatamente como a luz do sol. Sejam políticos sérios, honestos e dêem o exemplo, para terem a moral de pedir sacrifícios às pessoas que com tanto sacrifício pagam os seus impostos. Com todos os erros da época do Estado Novo, o Salazar era um «santo» ao lado dos políticos de agora (é uma força de expressão).