HS Não sei porque ainda continuo a iludir-me a concorrer a concursos públicos e a ter a esperança de um dia ser seleccionado para qualquer vaga do nosso sector público regional quando as vagas já têm destinatário específico. Em Agosto do ano passado concorri a um concurso para 2 vagas para assistentes técnicos para o SESARAM. Em Novembro saíram os resultados e não fiquei colocado - até aí nada de novo. O que fiquei a saber recentemente é que sub-reptíciamente foi colocada a candidata que ficou no lugar n.º 23, num dos serviços mais pequenos do SESARAM - o rastreio da mama - dissimulada numa " prestação de serviços", (vulgo "recibos verdes") e casualmente (não será mais que uma casualidade certamente) no mesmo local em que trabalha o seu marido - que sorte, não foi? Quando tentamos saber através dos recursos humanos da mesma entidade somos informados que os prazos de reclamação do dito concurso já terminaram, logo não podemos fazer nada. Mas como pode ser? Se há um concurso, se é estabelecida uma ordem pela qual ficaram os candidatos, a vintena que ficou por colocar antes dessa senhora, que teve a "sorte" de ser chamada, não se deve sentir enganada? Não será mais um dos concursos de fachada para colocar determinadas pessoas em determinados lugares? Talvez se as pessoas todas que não ficaram colocadas reclamassem e exigissem saber o que se passa algo mudasse, e daí talvez não...