A Horários do Funchal, enquanto empresa pública constituída com o dinheiro dos contribuintes, está obrigada ao dever de serviço público de transporte para com os utentes o que, manifestamente, não tem acontecido em muitos casos. Basta lembrar que nos últimos anos a administração desta empresa de forma arbitrária, tem vindo a suprimir várias carreiras transformando a vida de milhares de utentes num autêntico inferno. Parece que os membros da administração, nomeados pelo governo regional, sentem-se donos do mundo pelo facto de gerirem uma empresa pública sem concorrência. Decidem alterar carreiras sem a mínima preocupação pelos transtornos que tais medidas causam aos utentes, particularmente aos idosos, trabalhadores e estudantes, muitos deles do 1º ciclo, sujeitos ao cumprimento de rigorosos horários. Uma vez mais no início de Janeiro foram eliminadas várias carreiras que, felizmente algumas delas já foram repostas, muito por força da pressão dos utentes, através de abaixo assinados e também pelo empenhamento do Partido da Terra, através do seu deputado na ALM. Mas, nem tudo está resolvido, por exemplo o itinerário das carreiras 15 e 15 B. Refira-se que estas medidas de eliminação sistemática de carreiras estão em contra ciclo com os esforços e estudos de mobilidade efectuados pela CMF por uma melhor qualidade de vida na cidade porque o resultado é mais carros particulares no centro. Como se tudo isto não bastasse, já anunciaram que irão aumentar o preço dos bilhetes e dos passes. Se a empresa continuar com esta estratégia contrária à função social e de serviço público a que está obrigada então resta ao Governo Regional demitir esta administração.

João Isidoro, Líder do MPT-Madeira