A Madeira desportiva assiste incrédula à má carreira desportiva do Marítimo. Jogam normalmente bem e mostram bom trabalho mas, ou são "roubados" ou têm azar na finalização. Um desespero para quem dirige e espera sempre melhor. É também nesta altura que aparecem alguns treinadores de circunstância a opinar de cátedra. Um investimento público dependente das botas de um qualquer "artista" ou do humor de um árbitro é complicado de gerir e dá que pensar. A hipocrisia que se vive actualmente alastra-se a todos os graus da sociedade. Estamos cada vez mais pobres, quase de língua de fora, e quem governa concorda com a angustia da população aumentando os impostos até níveis impensáveis. Por este andar aproxima-se uma convulsão social de dimensões imprevisíveis. Os pequenos furtos e roubos são cada vez mais frequentes porque a carência é cada vez maior. Enquanto a Alemanha, por exemplo concede regalias sociais e define estratégias para mais pessoas trabalharem, aqui exige-se mais trabalho e corta-se os ordenados e o 13º mês pode vir a ser retirado. É claro que temos 400 institutos públicos, a EDP deve cerca de 9 milhões e a CP cerca de 12 milhões de euros, mas tudo se mantém porque seria o caos entre os Boys da nomenclatura se entretanto fossem encerrados. Falando de outro "boy", temos agora um Coelho que teve piada, e que agora ninguém, a não ser o seu "guru" ou eventualmente a família, quer ouvir ou ver. É o que acontece a quem morde na mão que o alimenta... Até breve
João M. M. Castro, Psicólogo Clínico