Estrasburgo, dia 8 de Março de 2011. Perdoem-me os que ainda se prestam à maçada de me ler, mas apesar de correr o sério risco de ser verdadeiramente repetitivo, vou voltar ao tema. Acabo de regressar de uma reunião do Grupo PPE, daquelas que diariamente temos ao final da tarde durante as sessões plenárias, para preparar o trabalho do dia seguinte, onde esporadicamente se encontrava o Comissário Europeu para o Desenvolvimento Regional, Johannes Hahn. O tema da conversa que mantivemos, como é recorrente de cada vez que o encontro, foi o de sempre: como está o processo do pagamento das verbas do Fundo de Solidariedade? A resposta é desconcertante: o contrato já foi por ele assinado e enviado ao Governo de Portugal, faltando apenas receber na volta do correio o original assinado para que se possa proceder ao pagamento da quantia. É fantástico. O Governo de um país teso e que há bem pouco tempo andou de mão estendida a vender dívida pública à Líbia, em vez de meter o Ministro da Administração Interna num avião para ir a Bruxelas assinar o papel e entregar em mão o NIB da conta para onde se devem transferir os 31,2 milhões de euros, pede que lho enviem por correio... O episódio é elucidativo da vontade e da pressa demonstradas pelas autoridades portuguesas ao longo de todo o processo. Eu, como vou e venho de Bruxelas todas as semanas, voluntario-me para ser portador do documento. Não vá o Ministro querer devolvê-lo por correio normal. Ou pombo-correio.
Nuno Teixeira, Eurodeputado do PSD-M