Fátima Nascimento Não é uma expressão minha. Li-a numa reportagem sobre medicamentos homeopáticos. A polémica estava instalada. De um lado, os que defendem a sua utilização e até se vanglorie das melhoras trazidas por estes. Do outro, aqueles que desconfiam e até perseguem e combatem este tipo de tratamento e não só. É uma reportagem interessante onde a própria ciência parece descredibilizar os medicamentos homeopáticos. As pessoas, cansadas dos medicamentos tradicionais, que para além do fim a que se destina, isto é, para fazerem bem a um problema de saúde atacam o corpo com os sempre incómodos efeitos secundários e a fazer caso do ensaio verificado e apresentado na revista, não têm mais nada de que se socorrer. Este tipo alternativo de medicina já tem uns bons anos. Um dos aspectos que mais me chamou a atenção foi a expressão "memória da água". Será que a água terá mesmo memória? A verdade é que a ciência, embora tenha avançado bastante, não explica todos os fenómenos com que nos deparamos pois, como o próprio ser humano, está também (e estará sempre) em evolução. Ora, durante os séculos que nos antecederam sempre o homem se confrontou com problemas que, mesmo sem os compreender, tentava, na medida do possível, combatê-los. Umas vezes tinha sorte, outras nem por isso. Há ainda muitos aspectos desconhecidos da ciência. Ou porque a ciência não segue essa vertente, escolhendo outras, ou porque ainda não se lembraram ou ainda porque ainda não os descobriu porque não tem os instrumentos necessários para tal. Como a própria medicina tradicional, esta parece ter sucesso no tratamento de alguns problemas de saúde parecendo ineficaz noutros, parecendo mesmo ter levado algumas pessoas à morte. O que é importante nisto tudo é a honestidade pessoal. Se se pode tratar avança-se mas, se à partida, se percebe que não há a mínima hipótese, dever-se-á orientar o paciente para o melhor caminho a seguir, para o bem da sua saúde. Agora, não podemos enterrar, para já, outras possibilidades baseando-nos no que a ciência actualmente é capaz de demonstrar. Quem sabe se futuramente a mesma não conseguirá um dia provar que a água tem mesmo memória e que esta poderá ser eventualmente utilizada na cura de pessoas? É melhor mantermos a calma. Afinal, os nossos antepassados baseavam-se nos conhecimentos naturais para curar certos males… Mantenhamos a mente aberta e vamos ser cautelosos.