Dando um claro tiro no pé no que à gestão de caracteres diz respeito, muito resumidamente menciono aquilo que tentei transmitir anteriormente: - necessidade de nos concentrarmos no produto que vendemos, a Madeira; definição urgente do que é actualmente esse produto; enfoque nos seus factores diferenciadores, que devem assentar na genuinidade. Passemos ao elemento de análise seguinte: - em que fase do ciclo de vida do produto estamos? Certamente que o turismo, como indústria centenária, já não convence ninguém que está a introduzir-se no mercado ou, apesar das constantemente apregoadas altíssimas taxas de ocupação, que passa pela fase do crescimento… Restam-nos os estágios da maturidade e do declínio. Sobretudo porque hoje os ciclos de vida são cada vez mais curtos e atendendo às estatísticas disponíveis, atrevo-me afirmar que a Madeira entrou em declínio. Não há, no entanto, nenhum drama nisto, desde que exista vontade em assumir a realidade e em encontrar uma solução que, defendo, passa exactamente pelo que escrevi nos artigos anteriores, a que junto algo importante: - a celeridade com que temos que actuar! É importante perceber, começando por admitir, insisto, o que nos levou a entrar em declínio. Foi o aumento da concorrência? A conjuntura económica desfavorável? Uma deficiente intervenção no mercado? Uma mudança de tendências que nos escapou? Certamente que o 20 de Fevereiro não explica tudo… Sugiro que se vá perguntar a quem não nos escolheu como destino. E que se actue em conformidade com o que for dito mas sempre tendo presente que teremos que fazer escolhas e que não podemos agradar a todos. Se, ao mesmo tempo, formos conseguindo perceber junto de quem nos visita o que há a manter, a melhorar e a corrigir, tanto melhor. Mas temos que fazer tudo isto já, porque amanhã é tarde demais…

André Barreto - Empresário