Dinis Gomes Nas colunas de "Cartas do Leitor" de 4 de Fevereiro, leitor identificado, a coberto do anonimato, subscreveu uma missiva, na qual fui visado e por inerência de funções também o Club Sport Marítimo Centenariun, cujo conteúdo pela sua indigência parece ser mais um sermão de encomenda. Não foi a primeira vez que o CSM não participou em pleno na fase do apuramento dos Nacionais de clubes de pista coberta. Cumpriu normas jurídicas para evitar pesadas penalizações disciplinares sem onerar os cofres da Região em termos de viagens. Os tempos difíceis e outros que se avizinham, as "insensibilidades" obrigou-nos a redefinir prioridades. Colocar dois atletas nos J.O. de 2012, manter as duas equipas na I Divisão (ar livre), outras internacionalizações, mais e melhor formação. Definir prioridades não significa falta de dinheiro. Corresponde a uma melhor redistribuição dos fundos disponíveis, capitalizando-os, caso a caso. É importante como no passado que, o nome do CSM, esteja sempre associado aos maiores êxitos do atletismo Madeirense. Quanto às "insensibilidades", algumas questões: a) CSM nunca recebeu da FPA qualquer subsídio; b) A fase de apuramento dos nacionais de clubes (ar livre) define o grosso dos subsídios regionais; c) Esse evento, desde o século passado, perante a indiferença da FPP, cruza-se com os "Jogos das Ilhas", com prejuízo para os clubes regionais; d) Os campeonatos nacionais de clubes de I e II Divisões (ar livre) realizar-se-ão na Covilhã; e) Devido à logística quatro dezenas de representantes do CSM, em principio, vão ter de permanecer três noites no Continente, com os consequentes agravamentos financeiros subjacentes; f) Na sequência da lesão de Alberto Paulo sofrida no Campeonato da Europa de corta mato (2009) foi necessário reavalia-lo em Lisboa pela equipa médica da FPA. Ninguém assumiu responsabilidades. O CSM pagou as viagens; g) Nenhum Presidente do CSM foi convidado pela FPA a assistir à participação dos atletas verde-rubros em qualquer evento internacional; h) As subvenções públicas definidas na RAM, para o quadriénio 2008/2012, foram suprimidas em cerca de 50%, passiveis de majoração, passando a contemplar mais clubes e equipas, 4 e 6 respectivamente. Esses clubes, à "excepção" do CSM, são ainda (e bem) subsidiados com outras verbas "chorudas" dadas pelas respectivas autarquias; A actividade do CSM não se resume à competição. Juntamos o lazer ao social.´ 1. A título gracioso, temos escolinhas de atletismo; 2. O único espaço existente na Região para a prática do treino dos lançamentos (também alguma competição) está situado no RG3. Por lá passam todos os atletas e clubes. Que suporta os custos da energia eléctrica é o CSM; 3. O CSM é o único clube regional que, até hoje, inclui nas suas deslocações ao Continente "Treinadores Qualificados" dos quadros da AARAM que, consoante as disponibilidades, dão apoio técnico aos nossos atletas e de outros pertencentes a clube regionais. Isso orgulha e honra-nos; 4. Samuel Freitas nome que surge por capricho em certa "Comunicação Social" apresentando-o como produto "made in especiais", sendo o CSM quem suporta os custos do praticante; 5. Mais de duas centenas de atletas federados, em cada uma das duas ultimas épocas, colocaram o CSM no Top dos clube nacionais a nível de praticantes; 6. Quem não conhece o historial verde-rubro desconhece a história do atletismo regional. O êxito está no facto do clube ser gerido de dentro para fora. Quanto à pista do Estádio dos Barreiros simplesmente isto: quem reler a partir de 1986 até aos anos 90 as edições DN, em artigos de opinião, com a minha assinatura, repeti "N" vezes "construir pistas de atletismo em espaços de futebol não é política desportiva correcta. Qualquer investimento só é correcto quando haja aproveitamento a 100%". Dando por encerrado um capitulo inconfessável e , porque há pouco festejou-se a "Quadra Natalícia" (harmonia, paz, amor, alegria) mas também por que avizinha-se a do Carnaval, convido o leitor identificado despir seu disfarce, faça como eu dê a cara, quando dessicar assuntos mesmo os que não domina.