Gabriela Saldanha Não a reconheci na fotografia do obituário. Conheci-a mais tarde, já o tempo passara, sem o hábito de religiosa. Cativou-me a forma como falava das crianças e jovens que acompanhava. Havia sempre algo de Bom e via, para lá dos comportamentos intrigantes, as marcas do sofrimento, do atropelo dos direitos, do desamor. A vida correu e já apenas nos cruzávamos nos caminhos do hospital, onde trocávamos um cumprimento, um sorriso. Bastava. A vida trouxe-me agora a notícia da sua morte. Aos que sempre acolheu, os meus sentimentos. Por mim, foi uma honra.