Nos últimos anos, sempre que Alberto João Jardim e Jaime Ramos foram a eventos, destinados a lembrar que o lobby da construção ainda é quem mais ordena, decidiram malhar na banca. Em Outubro de 2009, na inauguração da FIC, colocaram em causa a política das entidades bancárias, por via da subida dos 'spreads' e das dificuldades criadas aos empresários dependentes dos empréstimos. Como as críticas nem juros deram, em Agosto de 2010, Jaime Ramos opta por nova ideia peregrina: "Se a banca que opera não entrar no circuito económico de acordo com as necessidades e as obrigações, eu acho que a Região devia pensar, repensar e estudar, a criação de um banco público regional". Repetiu a tese em Outubro de 2010 e Jardim ouviu-o com a fidelidade habitual, pois introduziu uma nuance guerrilheira no confronto, ao ameaçar divulgar "em breve" o nome dos bancos que estavam a dificultar a vida económica da Madeira. O tempo passou, houve banqueiros que não dormiram a pensar nos estragos e nem um nome ou sigla veio a público. No início deste mês, o Presidente do Governo, outra vez com Jaime Ramos à ilharga, anuncia estar farto de ouvir queixas daqueles que têm dificuldades em conseguir crédito. E desta vez, para não parecer repetitivo, meteu os empresários ao barulho, pedindo-lhes que "metam um susto" aos bancos que não colaboram com a economia, como se o Governo Regional, perito em calotes que levam fornecedores ao desespero e à falência, fosse exemplar. Sempre que o PSD-M dos negócios - muitos deles a arder por falta de financiamento - se arma em regulador ou supervisor da banca dá bronca. Quem não se lembra da embrulhada que marcou o Verão de 2008 em torno da criação de uma Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Madeira, projecto que agradou à Quinta Vigia. A Comissão Instaladora era liderada pelo empresário, advogado e deputado do PSD-M, Coito Pita, para quem era "fundamental o surgimento de uma nova instituição bancária de raiz, da iniciativa dos madeirenses, inclusive em respeito pela Autonomia". Dizem que o projecto foi adiado devido à crise. Pois é. Apesar da mesma crise e do aumento do IRC, os três maiores bancos privados portugueses - os mesmos que foram a semana passada a Belém esclarecer Cavaco sobre o estado a que o País chegou - subiram os lucros em 2010 mas nem por isso vão pagar mais impostos. Mas sobre estes escândalos, e outros com marca BPN, o PSD-M que muito deve à banca não abre a boca. Rui Caetano, Presidente da Gonçalves Zarco A dinâmica na escola que dirige com convicção também dá prémios na área ambiental, como atesta o diploma de qualidade da implementação do 'Eco-Escolas'. Não admira que até uma ministra, a da Cultura, tenha aceite o convite para ali falar. Eduardinho, Treinador Confirmou as piores suspeitas: no futebol madeirenses nem tudo é feito às claras e há muita marginalidade. Por isso, as promoções não se fazem por mérito. Mas é este 'mundo' que continua a ser fortemente financiado por quem manda. Maurício Melim, Presidente do IASAÚDE Embora o desleixo seja generalizado, assumir que, neste momento, na Região não há controle sobre a gripe A tem tanto de honesto como de perverso. A quem compete zelar sistematicamente pela saúde pública? Jacinto Serrão, Presidente do PS-M Volta a impressionar. Agora por mandar ao fundo a plataforma que lançou. Qualquer militante mais atento percebe que o PS perdeu tempo e andou entretido desde Agosto com um brinquedo frágil. Culpar terceiros é de mau líder. Alfredo Brás, Juíz-Conselheiro do TC Lançou um alerta que devia assustar quem decide. Como se não bastasse o agravamento da dívida da Região, lembrou que "há algum desequilíbrio", já que a mesma "vai ser paga por gerações futuras". Quando elas souberem...
Ricardo Miguel Oliveira, Director