J.Edgar M. Da Silva Futuramente talvez se "torça as orelhas, e não deite sangue", actualmente o dilema centra-se na dialéctica governamental de não se construir um novo, defende-se a ampliação do velho, mas o que irrita são as hostes governamentais não discutirem o assunto, e darem por encerrado qualquer processo de discussão de índole democrática e que envolvam os diferentes actores da saúde e de cidadania; esperava-se um esgrimir de argumentos e fundamentos, certos de que quem desiste de um projecto desta envergadura, e imensurável importância apresentasse argumentos de peso, e não se refugiasse na sua maioria absoluta, e numa tomada de posição autocrática, como se, só de si, dependesse decidir: é que este é um assunto que também diz respeito às minorias. Todos sabemos e constatamos, basta ler os relatórios do TC, que raros são os projectos levados a cabo pelo GR, que não derrapam, sem se referenciar que alguns orçamentos iniciais roçam o limiar do absurdo, não deverá constituir excepção o que será efectuado para a agora desejada ampliação do CHF, cuja estrutura velha, mais valia implodir que aumentar. Porque será que o Savoy e os seus donos optaram por essa solução, abater e fazer de novo. Mas já se gastou 4,2 milhões de euros com o projecto agora suspenso, do novo hospital. Enquanto por um lado o GR, alinhou na redução de salários, por outro deita dinheiro fora, no lixo. Mas claro vamos aumentar o velho CHF, para uma escarpa em direcção a um ribeiro, vamos remendar o velho, a diminuir o tamanho de enfermarias, andar com doentes de uma lado para o outro, apanhar poeira no focinho profissionais e doentes, aumentar-se o risco clínico e não clínico, mas a certificação continuará bem patente apenas no cartaz pendurado na estrutura velha, lembrando que aquilo que é velho, por mais remendado que seja, nunca será novo, mas onde se gastará balúrdios, em nome da teimosia de velhos do Restelo, sempre se justificando e apoiando numa crise, que parece só existir para justificar a desistência deste projecto, ou a eterna conjugação do verbo papar, apenas nas primeiras pessoas de quem bajula o GR. A construção de uma nova unidade libertaria depois esta velhinha unidade para alterações ligeiras e adequadas a uma unidade de suporte na retaguarda do novo hospital. Agora as suas estruturas físicas, não estão preparadas para qualquer alteração de fundo, demolir aos bocadinhos e depois indo construindo por parcelas sempre custou mais e nunca deu bons resultados operacionais. Tenham em linha de conta as obras levadas a cabo nos marmeleiros, e o resultado final, uma estrutura sempre velha com a cara lavada, inadequada aos novos tempos e às novas filosofias do cuidar e tratar; adequada sim às anacrónicas teorias do cuidar que teimosamente alguns, anseiam por reinventar, sujeitas á submissão e obediência cega, de indivíduos sem visão de futuro, apostados em resultados imediatos e esquecendo os objectivos a concretizar a longo prazo; mas esses não rendem votos. Mas fica uma questão no ar, porque não aproveitar o actual projecto, alterar a sua dimensão e criar sinergias de colaboração entre si, tornando as duas numa só operacional e optimizada; mas também é verdade talvez, que com estes recuos e amuos, acabaremos por gastar até mais que se construíssemos uma unidade novinha em folha; e tenhamos sempre em consideração, que sempre para este GR, faltará dinheiro. Já agora este PIB, atribuído á RAM, é anedótico, face á realidade e ao verdadeiro nível de vida dos madeirenses.