Nas últimas décadas a RAM, tem protagonizado um ciclo de desenvolvimento que se tem caracterizado, fundamentalmente, pela criação de infra-estruturas nas mais diversas áreas. Bem, menos bem ou mal, está feito. Interessa organizarmo-nos e planificarmos o nosso futuro com base no que temos e não no que deveríamos ter. Entenda-se que me refiro estritamente ao património infra-estrutural que detemos. Vem a "talho de foice" no contexto deste "entendimento", uma vertente essencial para o futuro da Região, que é a Requalificação nos vários planos em que este tipo de intervenção se justifica. São variadíssimos, os exemplos que se podem dar, desde a orla costeira às estradas, passando pela área florestal, entre outros. Bastará fazermos um percurso pela nossa Região e em particular na Madeira, para nos apercebermos que há situações de premente necessidade de intervenção, não só para melhorar a beleza paisagística, como também, para impedir que a degradação se torne irreversível. Não tenho dúvidas nenhumas, que o futuro da Região passará, sobretudo, pela potencialização de todo o seu património natural e infra-estrutural. É esta simbiose que permitirá lançar as pontes para um desenvolvimento sustentado ao qual esteja apenas associado as capacidades que possuímos, utilizando-as de forma dinâmica, adequando-as aos contextos e às circunstâncias que hoje em dia estão em permanente alteração. É urgente e imperiosa esta orientação e que a entendamos e a implementemos de forma empenhada, decidida, com bom senso, coerência e bom gosto.

Sílvio Costa, Gestor