Miguel Pinto Correia Numa altura em que o Governo socialista apregoa aos sete ventos que é necessário atrair investimento directo estrangeiro, é necessário criar novos postos de trabalho e relançar a economia nacional; este torna-se num verdadeiro TERRORISTA contra o próprio país, contra a pátria. Estou a referir-me ao facto deste ter cancelado (vulgo: "enfiado numa gaveta ministerial") as negociações com a Comissão Europeia relativamente à continuação do Centro Internacional de Negócios da Madeira/Zona Franca. Com esta decisão põe em risco, de forma directa, cerca de 3000 postos de trabalho altamente qualificados, afugenta empresas como a Google e a Yahoo! para o Grão-Ducado do Luxemburgo, para a República de Malta ou para a República do Chipre. Empresas estas que tencionavam fixar-se na Região Autónoma da Madeira e cujo o potencial de facturação permitiria o Governo da República diminuir as transferências financeiras, no logo prazo, para a Região Autónoma da Madeira; empresas essas que poderiam criar centenas de postos de trabalho, postos de trabalho esses que foram para outros países da União Europeia. Num verdadeiro terrorismo contra a Pátria, o Governo socialista, tenta não só amputar um dos poucos meios de desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira em termos económicos, dada a sua ultraperificidade, mas também amputa o desenvolvimento económico nacional. Pergunto-me com que moral podem os socialistas auto intitularem-se de promotores das reformas económicas do país e do desenvolvimento sustentável do mesmo, ao negarem a chance de uma região do país se desenvolver. Parecem estar cegos e surdos pela inveja do sucesso económico Madeirense. No entanto, se a Região Autónoma da Madeira tivesse autonomia fiscal plena, com o seu próprio regime e administração fiscal poderia, ela própria, ter negociado com a Comissão Europeia, contribuindo solidariamente para o desenvolvimento económico nacional como um todo.