Este subproduto tem vindo, nos últimos anos, a despertar a curiosidade de muitos e a cobiça de alguns. De facto, a organização deste tipo de eventos e acontecimentos gera receitas importantes para a Região, receitas essas que são (ou que pelo menos deveriam ser) distribuídas por vários sectores da actividade económica ligados directa e indirectamente ao Turismo.
Entre o leque de empresas que são normalmente chamadas a participar e que podem beneficiar na organização de congressos e seminários incluem-se, por exemplo, as agências de viagens; os hotéis; os restaurantes; as rent-a-car; as empresas na área do marketing e design; as empresas nas áreas do som e multimédia; serviços de secretariado e hospedeiras; tradução em simultâneo; criação de cenários; decoração e floristas; lazer e diversão; entre muitos outros.
Como podemos constatar, as empresas da Madeira, de vários sectores da actividade económica com particular destaque para os serviços, podem de uma maneira geral, beneficiar directamente deste tipo de iniciativas. Além disso, e indirectamente, a própria região beneficia da promoção do destino e do produto Madeira, para além do potencial enorme que existe na perspectiva de todos quantos nos visitam no âmbito destas iniciativas puderem voltar, futuramente, num contexto de férias ou de lazer.
Se o mercado existe, se temos empresas nestas áreas em condições de aceitar os desafios e se a oportunidade é real, a pergunta é o que temos feito enquanto região para angariar mais e melhores congressos/seminários e, nesse sentido, nos posicionarmos no mercado.
A verdade é que não parece haver uma acção nem uma estratégia concertada em relação a este subproduto. No sector privado assiste-se muitas vezes, por parte de algumas empresas, ao assumir de várias funções que extravasam as suas próprias competências em detrimento do estabelecimento de parcerias técnicas com empresas especializadas melhorando a oferta e gerando mais valias.
No sector público, tardamos em reconhecer este subproduto e a sua importância no contexto actual e o seu impacto na economia real da Madeira. Se isto não é verdade então qual o posicionamento que a Madeira tem em relação a esta área? Estamos, verdadeiramente, a competir na área dos congressos/seminários? Em que mercados? E com que produto? Com que marca? Com que oferta?
Nuno Agostinho - Empresário