L.I. Miguel Albuquerque em fim de mandato, sem paciência para 'amarelar' no cargo de Delfim, com 'tacho' garantido no futuro governo de Pedro Passos Passos, emergiu como um homem de coragem, como um político livre capaz de enfrentar, até, o Único Importante.

Curioso vê-lo preocupado com a segurança da cidade por causa de uma plataforma com 25 mil metros quadrados a implantar a uma cota de 5 metros, quando sugeriu o projecto do Toco, que ganharia 100 mil metros quadrados ao mar a uma cota de 11 metros,para instalar arranhas céus com impactos visuais tremendos que ai, sim, desfigurariam a baía do Funchal.

Quando Albuquerque licenciou o Funchal Centrum e o edifício Minas Gerais - as maiores ameaças para o Funchal - não se mostrou preocupado com a segurança da cidade e dos cidadãos?

Quando permitiu ao longo dos últimos 15 anos a expansão da cidade para a serra, fechando os olhos à construção clandestina e 'legitimando' estas obras com a distribuição de telhas e cimento para ganhar eleições não o preocupou a segurança da cidade?

Quando instalou a Praça da Autonomia, quando implementou o atravessamento das ribeiras com pontes não o preocupou a segurança da cidade?

Quando aceitou a construção de um parque de estacionamento no porto do Funchal, contrariando todos os estudos mandados fazer, não o preocupou o ordenamento do trânsito, tal como evoca agora em relação ao novo porto de recreio?

Albuquerque é o maior responsável pelo caos urbanístico em que mergulhou a cidade do Funchal e agora quer emergir como um político responsável. É preciso ter lata!