João Sousa A todos os docentes contratados na RAM, deixo aqui as minhas palavras de solidariedade. Apesar de não possuir habilitação literária em direito, nem em nenhuma área que se equipare, do meu senso comum (que vale o que vale), aproveito este espaço para deixar uma questão que me tem vindo a intrigar profundamente… Muito se tem falado na possibilidade de milhares de docentes contratados virem a fazer parte da assustadora estatística dos centros de desemprego. Ora bem, neste sentido, e tentando uma comparação muito prática, se eu não tenho comida para o meu agregado familiar, vou ainda dividi-lo com a vizinhança? Onde quero chegar? É muito simples: instalada a crise que todos sobejamente conhecemos, não seria mais do que lógico empregar em 1º lugar os docentes naturais da RAM e, a posteriori, se sobrarem vagas, abri-las ao restante país? Deixo bem claro que nada tenho contra os docentes do continente mas há que zelar pelos "nossos". Certo? Ainda que considere que, muitas das medidas tomadas "contra" a classe docente, são fruto dos abusos que estes realizaram cá na região, nomeadamente em atestados médicos , atrás de atestados médicos, que lhes permitiam e permitem ficar mais tempo na sua terra, pagando uma vez mais, o justo pelo pecador. Não! A classe docente não é toda igual! Uns são mais dignos do que outros de pertencer a esta importante classe que merece um pouco mais de dignidade e apoio do que aquele que tem sido manifestado até então pela restante comunidade. Afinal, somos ou não uma região autónoma? Usemos isso para nosso benefício e em prol da estabilidade dos docentes que acompanham os nossos filhos!