António Ribeiro Marques da Silva Trim...Trim... o pequeno texto de António Fontes atingiu a mecha: não gosto do Natal, eu. ele e todos nós que, apesar de tudo, muitas vezes trocamos apressados cumprimentos natalícios. António Fontes não gosta porque as palavras lindas e generosas são apenas invólucros vazios, não transportando o que realmente interessa que é a prática concreta daquilo que se proclama.O que fica é um acto de auto elogio descarado. (Exemplo: se eu proclamo a solidariedade, vão pensar que sou solidário. Solidário, o tanas ! ). A propósito do parêntesis que aqui acabo de fazer, a única coisa com que não concordo, no texto, é precisamente a existência daqueles dois parêntesis pondo em questão a existência de Deus e de Cristo. Apague-os e reescreva o texto, António Fontes. Magistral ! Se não leram, leiam.Vem na revista do "DN" de 25 de Dezembro. E aproveitem para ler a colega de António Fontes, no 1º andar, a Marta Caires, num retrato do amor maternal, nunca hipócrita, e no maravilhamento das coisas pequeninas do Natal, no espírito infantil.