Duarte Nuno Dória Nos dias que correm, o sector da Saúde terá de ser alvo de reajustamentos, opções terão que ser feitas e mudanças terão de ser efectuadas, contando com os melhores e com os mais capazes, e não com os mesmos de sempre. É necessário mudar procedimentos, metodologias, orgânicas, chefias intermédias, promovendo o mérito. Tudo tem de ser feito para que a reestruturação (não apenas financeira) seja alcançada, garantindo os necessários cuidados de saúde aos utentes. Hoje, é melhor ter um mau modelo gestão do que não ter nenhum, mas não é por isso que o mau passa a bom. Os prestadores não devem ter modelos de gestão contrários às directrizes do Estado. Existem bons exemplos nacionais e internacionais, artigos publicados pelos maiores especialistas na matéria, nunca é referido que o modelo de gestão de uma qualquer clínica privada é passível de ser copiado/decalcado para um Hospital Público e assim se conseguir bons resultados. Coisas diferentes não podem geridas de forma semelhante. São lógicas de funcionamento, objectivos e dimensões diferentes. É a mesma coisa que comparar um porta-aviões com uma canoa, ambos flutuam, mas não tem nada a ver… O Estado não pode se pôr à margem da definição da Saúde do seu país e os prestadores devem executar a Política de Saúde definida pelo Estado, ou seja, quem paga, manda. É preciso aumentar a eficiência, ter menores custos e maior qualidade, mas não se pode fazer a mesma coisa e estar à espera de resultados diferentes. Para melhor, muda-se sempre.