A. G. Mendonça Acerca da satisfação pública de uma cidadã, publicada no DN, relativamente ao corte dos subsídios de férias e de natal dos funcionários públicos, devo dizer que as opiniões são livres e nada melhor na vida do de uma pessoa andar satisfeia.Infelizmente nem todos podemos andar satisfeitos. Há muito que os fp, são enxovalhados, quer seja pelos governantes quer seja por outros cidadãos, sendo considerados uns marginais por boa parte da sociedade portuguesa. A vida é feita de escolhas, por isso há sempre a opcção das pessoas trabalharem no sector público ou privado. Isto não é um país só de invejosos, também o é de incompetentes a começar pelo actual 1º.Ministro que afirmou públicamente que os fp ganhavam mais que os trabalhadores do sector privado, tendo sido desmascarado por um estudo de 2006, que diz que é precisamente o contrário. Já o Ministro das Finanças diz que o corte nos subsídos dos fp, é porque eles têm maior estabilidade no emprego. Alguém acredita que se no próximo ano houvesse eleições, haveria o corte dos referidos subsídios? Haveria almofadas e até camas de sobra. Os fp já se habituaram a ser os bombos da tragicomédia em que se tornou esta coisa a que eles chamam país. Pare quem não sabe, quando um fp mete um artigo, esse dia é depois descontado nas férias. A referida cidadã atacou e enxovalhou enfermeiros e auxiliares de educação, duas das mais nobres profissões na funçao pública. Os enfermeiros são aqueles que mais de perto lidam com os doentes, o que não é fácil. As auxiliares de educação têm por missão estar um dia inteiro junto de dezenas de crianças de tenra idade, o que é difícil, muito desgastante e complicado. Fico feliz por saber que há gente que dorme melhor, só pelo facto dos fp ficarem sem os subsídios a que por lei têm direito. Mas fico ainda melhor, por saber que não pertençco a família de invejosos.