Perante a atitude persecutória, com contornos de vingança, do governo da república, um grupo de madeirenses considerou importante lançar um movimento- MADEIRA AUTONOMIA-, aberto a todos os cidadãos que concordarem se juntar para defender os madeirenses desta afronta. Como declaramos no nosso Manifesto, a Autonomia insular é a pedra de toque e o aval necessário à coesão entre todos os portugueses e não aceitamos que os interesses corporativistas das financeiras internacionais nos queiram impor o fim da Autonomia, que é uma das conquistas irreversíveis do 25 de Abril. É necessário que todas as forças políticas se abram ao diálogo e à cooperação, como alavanca para estabelecer as bases de entendimento necessárias a uma estratégia para retirar a Madeira da situação em que se encontra, o que deve envolver os cidadãos, as famílias e todas as instituições com representatividade de vária ordem. Só assim será possível criar as condições para produzir a riqueza necessária, ultrapassar a crise e praticar a justiça distributiva capaz de gerar um clima de confiança e segurança. Os partidos políticos na Região devem estar do lado daqueles que não aceitam as tentações centralistas que pretendem suspender os direitos históricos dos povos insulares à Autonomia e nunca desdenham ocasiões e pretextos para neutralizar, contrariar e até exaurir a autonomia do texto constitucional, fossem quais fossem os governos e variantes políticas nas duas regiões autónomas. A defesa dos direitos históricos dos madeirenses não passa por suspender as diferenças político-partidárias, passa por se porem de acordo nos vectores essenciais e ser capazes de estabelecerem um verdadeiro pacto regional em defesa Madeira.

Rui Caetano - Vereador do PS na CMF