O ano de 2012 é para muitos um ano de grandes mudanças no âmbito económico. Estas mudanças são influenciadas pelas políticas económicas que têm asfixiado imensas famílias até agora. Precisamos de relançar o crescimento económico. Este não acontecerá se de entre as diversas medidas de combate ao nosso défice público for prejudicado o poder de compra dos portugueses. O despedimento não é a solução, sendo que a taxa de desemprego ronda os 12,4%. Tenho assistido a medidas que mais protegem os patrões do que os colaboradores, como a das empresas que despedem terem depois, na contratação de outros, a possibilidade de usar meia hora extra. Quanto às medidas de aumento da carga horária dos trabalhadores, discordo totalmente. Não precisamos de quantidade de trabalho sem qualidade. É a constante subida da carga horária de uns que também coloca outros no desemprego. Vejo que os decisores ainda não perceberam esta relação. Existem muitos patrões com falta de ética, que só vêem cifrões à frente e esquecem-se de que clamar por mais horas de trabalho poderá afectar o trabalho feito pelos seus colaboradores, pois estes de tão ostracizados terão dificuldade em conciliar as suas vidas familiares com as laborais, entrando em colapso. Por mim, uma alternativa óptima aos despedimentos continua a ser a de fixar de uma vez por todas o valor máximo das reformas para 4 ou 5 rendimentos mínimos. E não digam que é pouco, pois na Suíça, o estado suporta apenas até aos 1700€. Um exemplo a ter em conta.

Elisabete Andrade - Colaboradora da Associação Académica da UMa