Os portugueses da Madeira e do Continente estão no limite relativamente aos sacrifícios impostos pelas medidas de austeridade da responsabilidade dos governos da República e da Região. Primeiro foram as medidas dos vários Pec´s e o Orçamento de Estado para o ano corrente, da responsabilidade do PS e há quatro meses a esta parte, são as medidas do memorando da troika, mais um enorme pacote de medidas severas contra as famílias e as empresas da responsabilidade do governo PSD e CDS. É justo referir que o actual governo da república tem assumido medidas mais violentas contra as famílias e a Madeira, enquanto Região do que o anterior governo do PS. Mas, como se já não bastasse e de acordo com notícias tornadas públicas, vem aí mais austeridade para os madeirenses no âmbito do plano de resgate que será assinado entre a república do PSD/CDS e a Madeira do PSD. Será compreensível e aceitável que o governo regional aceite um plano de resgate cujo IVA irá para o escalão máximo de 23%, quando importamos mais de 80% daquilo que consumimos. Esta medida não irá matar a nossa economia com empresas de pequena e média dimensão e o aumento desemprego? Não irá colocar em causa, por exemplo, a principal actividade económica da Região, o turismo, quando a Madeira está cercada de concorrentes directos com IVA a 8 e 10% neste sector? Mas, também não é aceitável o aumento de 15% nas taxas nas áreas do Governo regional particularmente nos transportes públicos. Aquilo que os madeirenses esperam é que o governo regional do PSD cumpra a promessa eleitoral de não assinar nenhum plano de resgate com dupla penalização para as famílias e empresas.

João Isidoro, Líder do MPT-Madeira