Todos temos a consciência que o PSD ganhou as eleições com 48% dos votos, embora tenha obtido uma maioria absoluta sustentada em apenas mais dois deputados. Neste sentido, 52% dos madeirenses não votaram neste Governo, mas nos partidos da oposição! Isto, para dizer que as negociações do Plano de Assistência Financeiro só deveriam ser concretizadas, com o Governo da República, após serem ouvidos os partidos da oposição regionais, pois uma má negociação vai significar que pagaremos uma factura muito elevada, dada a fragilidade deste Governo Regional, para conseguir propor ao Governo da República um Plano de Redução da Dívida Pública que não hipoteque o futuro de todas as empresas e famílias da nossa Região, isto é, que não destrua o que resta da nossa fragilizada Economia! O CDS tem propostas que têm vindo a ser tornadas públicas e que podem ser SOLUÇÕES a apresentar nas negociações com Lisboa. O que se pede é BOM SENSO a Aberto João Jardim; que abandone o "orgulhosamente só" e, desta vez, para se evitar o colapso total sócio-económico da Madeira, é preciso que o PSD solicite a solidariedade de outros partidos para que a maioria do povo entenda que as medidas, sendo duras, poderão trazer-nos esperança. Agora, se o PSD acha que não precisa de ouvir os partidos da oposição, muito tememos que estas negociações sejam um fiasco e o único que vai acontecer é que os madeirenses e porto-santenses passem a pagar mais impostos que no continente, fiquem a ganhar menos que os açorianos e vejam hipotecado o futuro dos seus filhos, netos e de muitas gerações durante dezenas de anos, por causa de um partido, que embora tendo a maioria na Assembleia Legislativa, não representa toda a Madeira! Assim, consideramos ser urgente que o Presidente do Governo Regional tenha presente o discurso de encerramento aquando da discussão do Programa do Governo e aja, em sintonia, com a tal convergência que solicitou a todos os partidos, no sentido de, em conjunto, podermos contribuir para evitar que aconteça na nossa terra um colapso económico e social.
Lopes da Fonseca - Líder parlamentar do CDS