Em entrevista ao DIÁRIO, TSF e dnoticias.pt, o presidente da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira (SDM) Francisco Costa admite que 400 empresas abandonaram o Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) no decurso de 2011, sendo que 129 decidiram sair na sequência dos mais recentes desenvolvimentos por ocasião da discussão do Orçamento do Estado.
Francisco Costa não encontra fundamentos económicos para a posição do Governo da República.
“Este novo incidente que surgiu agora com o Orçamento do Estado depende exclusivamente do Governo da República, não tem a ver com a Comissão Europeia”, afirmou o presidente da entidade gestora do CINM. “Em termos de racionalidade económica e em termos jurídicos nada justifica esta decisão. É uma posição tomada pelo Governo da República baseada seguramente em considerações de natureza política, que só o Governo da República e as entidades que actuam no campo político poderão explicar”, continuou.
Francisco Costa recorda que a saída de empresas constitui uma perda de receitas do país e da Região em benefício de outras praças com sede em outros Estados da União Europeia como a Áustria, Luxemburgo, Malta, entre outros.
“Nada justifica que no momento em que Portugal está num processo de ajustamento financeiro, de resto a Região também tem de ter, nada justifica que se percam desta forma receitas financeiras, fazendo com que sejam outros países europeus a beneficiar dessas mesmas receitas. Para além da questão do emprego que, como sabe, é fortemente afectado criamos também tensões sociais, criando também a necessidade de gastar mais recursos para suportar os subsídios de desemprego das pessoas que ficam desempregadas. Tudo isto a favor de quem... tudo isto a favor de outros países europeus. Bom e isto é só a perspectiva de curtíssimo prazo, que é uma perspectiva, do meu ponto de vista, muito limitada porque não se trata só de segurar as empresas que cá estavam. Trata-se também de saber qual o efeito sobre a capacidade de captação de outras empresas”, prosseguiu.
Conheça em pormenor a posição do responsável da SDM sobre estas e outras questões em torno do CINM.

