Bruno Afonso A Thomas Cook sofreu recentemente um forte revés na bolsa de Londres. Segundo o Expresso a queda foi de 77%. Isto é preocupante para o turismo regional que depende largamente do mercado britânico, e consequentemente deste operador turístico. É urgente tomar medidas. Primeiro perceber o impacto de um possível falência deste operador no turismo regional. Segundo ouvir os agentes turísticos para encontrar soluções e alternativas. Terceiro, agir em conformidade. Tendo em conta, como me parece óbvio, que estas medidas seriam contigentes, dado que houve uma mudança de paradigma no turismo, é preciso rever estratégias e orientações que visem acompanhar estas alterações. Esta mudança tem a ver com o facto de muitos dos grandes operadores turísticos estarem a ser fortemente afectados pela fragmentação da procura e pela Internet. Hoje o turista tem ao seu dispor ferramentas que permitem diversificar os seus destinos de férias por um lado, e por outro possibilitam adquirir os serviços que pretendem directamente, isto é, sem recurso a intermediários. A nossa região depende demasiado deste sector para que este seja negligenciado. Encontrar um modelo que permita a adaptação a esta nova realidade é fundamental.