António Vieira Mesquita Como é possível que tantos anos depois é que este primeiro-ministro tenha percebido que foi através do mar que os nossos parceiros nos aceitaram na C.E.E. (actual U.E.)? Quais eram as riquezas que tínhamos para sermos aceites? É que ninguém dá nada a ninguém. Foi preciso que uma mulher chegasse a Ministra do Mar para que esta questão fosse posta em causa, ou seja, a sensibilidade feminina veio ao de cima. Há algum tempo que eu num programa da saudosa Maria Aurora, hoje conhecido por "Atlântida", disse «que o celeiro de Portugal é o mar». E, nunca houve um político português que defendesse com pujança que o nosso património (o mar) era o valor pelo qual entrámos na C.E.E.. Depois de falidos é que o nosso actual primeiro-ministro se rende a essa evidência. Eu sou um pescador com alguma notoriedade na área do conhecimento dos problemas dos armadores e pescadores e sempre os denunciei, pois lutei para que fossem ultrapassados. Já repararam que o nosso mar é maior que o resto do mar da comunidade europeia? Só por isto é que nos aceitaram. E sabem porquê? É porque existem muitas riquezas que os portugueses desconhecem. Por isso, é que os europeus nos deveriam pagar juros altos e não nos obrigarem a viver em sobressaltos.