Quando definiu a Educação para a Cidadania, a Europa compreendeu que só uma Sociedade do Conhecimento a prepararia para competir com as economias em ascensão e outras já firmadas, não descurando os princípios éticos e os valores morais que tanto custaram a ganhar às democracias ocidentais modernas. Desde 2006, as direcções da AAUMa, às quais tive e tenho o privilégio de pertencer, sabiam que tirar um curso não tira ninguém da ignorância (dá-lhe luzes numa área), não forma para a vida (desenvolve competências específicas) e não traz humanidade (pois não sensibiliza o indivíduo para o que não abarque a área de conhecimento na qual obtém um canudo). Não cruzando os braços, essas mesmas direcções e suas equipas de colaboradores (como membros eleitos, funcionários e voluntários), de tudo têm feito para gerarem experiências de natureza variada aos estudantes da UMa e de outras instituições, a todos os funcionários da UMa (professores inclusive). Dão, a todos, uma oportunidade de se desenvolverem pessoal e socialmente, transformando-se nos homens e mulheres que este país quer como cidadãos. Revoltados com os cortes salariais (como todos os servidores do Estado), há professores da UMa que questionam os custos e os recursos gerados pela AAUMa. Todos têm a sua opinião, mas a esses senhores doutores, que consideram desperdício apostar em projectos e em estudantes visando apenas 'lucro humano', só digo que os jovens que participam nos projectos da AAUMa, mesmo que nunca concluam um doutoramento, serão na certa, menos obtusos e melhores pessoas.
Carlos Diogo Pereira, Colaborador da AAMUa