Com um terço dos campeonatos nacionais realizado em várias modalidades, a situação dos clubes madeirenses é assustadora. Não em termos desportivos, pois vamos vendo resultados positivos em quase todas as modalidades que se praticam na região, mas em termos financeiros. Os clubes têm dívidas de milhões, seja através das agências de viagens, seja de compromissos assumidos com atletas, treinadores, roupeiros, motoristas e afins. O IDRAM, IP-RAM foge às suas responsabilidades apontando para "cima" a inércia no poder de decisões sobre as subvenções públicas. Fácil. Demasiado fácil. É como cortar nos salários e pensões da função pública e aumentar os impostos: fácil! Não é preciso ser Doutor, Engenheiro ou outro título honorífico para tomar medidas destas. Infelizmente, o IDRAM já começou a tomar algumas decisões. Quais? Fácil: como não assina os contratos e protocolos com os clubes e associações para a época em curso, não tem despesas e os clubes que se amanhem se quiserem continuar a competir, pelo menos até Dezembro. Alguns vão adiando jogos, outros vão pedinchando às agências de viagens quando não são os próprios dirigentes, atletas, treinadores e/ou pais a patrocinar. Há também casos em que nem sequer vão competir. A Associação Académica da UMa é um desses casos. O desporto universitário é o parente pobre do desporto regional pois nunca foi devidamente valorizado. No entanto, quando Alberto Paulo se sagrou campeão mundial universitário em Shenzhen, na China, no último verão, sabem porque participou? Porque era aluno da Universidade da Madeira e atleta da Associação Académica. Fácil.

Arlindo Vieira, Colaborador da AA UMa