Os Deuses da fortuna parecem querer castigar o Marítimo pela excelente campanha que tem vindo a fazer na Liga portuguesa, até ao presente momento. E, vai daí, como que numa prova dos nove, fizeram com que os caprichos dos sorteios não o favorecessem minimamente. Na Taça de Portugal, antes que se faça tarde, pega lá o Benfica, uma semana antes de o receberes para a Liga, e desembrulha este imbróglio. Ah, mas cuidado, não vás lá afastar os 'encarnados', aguenta-te com o Sporting e em Alvalade, antes que a porca torça o rabo. Mas, não contentes com a má fortuna que reservaram aos verde rubros, nesta coisa de sorteios e, para a Taça da Liga, os Deuses colocaram, uma vez mais, o Benfica e, já agora, o Guimarães, na casa deste, dando como prémio de consolação, nos Barreiros, os também insulares do Santa Clara. Resta saber depois quem vai mais se fartar, se o Benfica do Marítimo, se o Marítimo do Benfica. Ao invés, para o Nacional, como que compensando um início periclitante na Liga, os Deuses foram mais generosos, quer na Taça de Portugal, quer na Taça da Liga. Resta saber se os alvinegros aproveitam a bondade dos Deuses e servem-se bem de uma via que, de repente, se lhes abriu para um caminho que se adivinhava difícil para a Europa. Deuses - os da fortuna e os dos azar -, que, no dérbi madeirense estiveram dos dois lados e, pasme-se, também com o inconfundível Bruno Paixão. Mas, até porque os Deuses devem estar loucos, há coisas interessantes, agora que a crise aperta tudo e todos e, naturalmente, afecta sobremaneira o desporto regional, com problemas vários para resolver, se é que vai haver resolução para muitos dos problemas pendentes. Problemas que, no fundo, se resumem à falta de dinheiro. Assim, é ouvir as maiores aleivosias sobre novas fórmulas de apoio ao desporto ou à sua reformulação. Então aquela do desporto nas escolas, é um espanto! E, já agora, porque os Deuses estão com a mão na massa, quem explica o diferendo entre a AFA e o C. S. Marítimo, relativamente à dívida que a colectividade tem para com esta empresa, concernente à segunda fase do complexo de Santo António, e que o seu presidente diz ser da Região Autónoma da Madeira? Então, afinal, não foi a AFA uma empresa que cresceu, sobretudo, à custa da RAM? Não é a RAM devedora de milhões à AFA? Então porque não coloca esta empresa um processo de arresto à RAM? Coisas de amigos...
Emanuel Rosa, Repórter