Jorge Gomes Diz-se que o ridículo mata. Não é verdade? Então reparem no caso do parlamento regional em particular, pois se o ridículo não mata, pelo menos provoca a chacota, a risada desenfreada porque quando as pessoas se põem a jeito, é isso que acontece. Numa atitude saloia, de chico-esperto, decide-se aprovar por maioria que um só deputado possa representar sabe-se lá para que situações, para que fins mal explicados ou nada explicados, a totalidade do grupo parlamentar do PSD no parlamento regional. Então, se é assim tão fácil, podia o presidente do parlamento regional a partir de agora, dispensar os outros 24 deputados que devem fazer mais falta nos seus escritórios de advogados, nas suas bancas de negócios, mas apenas e só com uma única condição: que não lhes fosse pago nem um chavo que seja dos chorudos ordenados! E já agora, seria higiénico também que para a contagem dos seus tempos de deputados, com vista ao alcance sempre certo de uma outra apetecível reforma por tal, lhes fossem descontadas na contagem desse tempo as faltas constantes que dão durante as legislaturas, pois, quer queiramos quer não, é para isso que o governo da República lhes paga! Ou não é?