Ao contrário do que se verificou no Continente, ficaram aquém das expectativas dos sindicatos os números da adesão à greve geral na Madeira.
O primeiro balanço da manhã apontava, de acordo com dados recolhidos por Álvaro Silva da União dos Sindicatos da Madeira (USAM), para uma adesão entre 20 a 25%. Os valores são semelhantes aos contabilizados na greve geral de 2010, mas não deixam de desiludir a União dos Sindicatos.
Na hotelaria, neste primeiro balanço da manhã os números apontavam para 20% de trabalhadores em greve. Adolfo Freitas explica que na base desta fraca adesão está o facto dos trabalhadores não quererem perder um dia de salário e também a ideia de que "este é um problema que diz respeito à República resolver".
No sector da Saúde também houve constrangimentos, a greve provocou o cancelamento de consultas e adiou cirurgias. Alguns centros de saúde funcionaram a 'meio gás'. Juan Carvalho, do sindicato dos enfermeiros apontou para os 35% os níveis de participação. Valores diferentes dos apresentados por Miguel Ferreira, director clínico do Serviço Regional de Saúde, que avançou que na parte da manhã a Consulta Externa registava 15% das consultas canceladas e os serviços de urgências estavam a funcionar "normalmente".
Nas escolas a greve também teve pouca expressão. Ao nível dos professores, apenas 12,2% aderiram à paralisação. No que diz respeito a funcionários a taxa de participação rondou os 11%.
A execepção aconteceu no Curral das Freiras, os professores concentraram-se para lutar contra o actual sistema de ensino.
