Luis Filipe Gomes Há valores prioritários na época Natalícia, a família, a celebração Cristã, mas por minha opção, a minha filha de 6 anos também deve viver a magia do Pai Natal. Nos shoppings, o Pai Natal marca presença, com chegadas em apoteose, cativando e causando o delírio nas crianças. Elas estão ali porque os pais, familiares ou até amigos, as levam para proporcionar essa alegria e se possível, dar a oportunidade aos pequenitos de se sentarem ao colo daquela figura tão emblemática e tão importante para elas, para transmitirem o que gostariam de receber pelo Natal, resultado do seu comportamento exemplar ao longo do ano. A razão deste meu texto é a seguinte, enquanto esperava na fila com a minha filha, falávamos sobre o que seria a conversa com o Pai Natal, teria que ser breve pois até ele tem horários a cumprir e já não restava muito tempo de "expediente". O tempo seria pouco mas o suficiente para agradecer os presentes do Natal passado, falar sobre as notas, o comportamento e claro, nomear os presentes que gostaria de receber pelo Natal, poucos porque a crise também chegou ao Pólo Norte. Ora, tudo preparado, chega à "nossa vez" e aí é que foi: "entra, senta, "o pai não", mas a filha diz que quer o pai na foto, tira foto, "sai o pai", tira mais uma foto, a criança recebe um livro com um conto cheio de moral e espera fora para dar lugar a outro e o pai fica a pagar as fotos impingidas à pressão e pronto, acabou-se!!!!! Fiquei revoltado mas tive que me conter e tentar argumentar a falta de tempo do Pai Natal para dar uma palavra que fosse à minha filha, para lhe dar a oportunidade de dizer o que já estava preparado! Sugiro aos encenadores deste teatro que para a próxima, fiquem casa, há por aí muito boa gente que gostaria de alimentar o espírito das nossas crianças, elas que ainda podem viver um sonho antes de um dia terem que lidar com crises e troikas e n chatices, existem pessoas vocacionadas para esta função, existem animadores culturais que estudam para isto, ou até muitas pessoas idosas que gostariam tanto de ter a oportunidade de passar um dia a "viver" o sonho das crianças, não é necessária uma casinha toda requintada, basta o cadeirão para o Pai Natal se sentar e poder escutar as crianças, afinal a magia do Natal é para elas.