Foi ainda na idade moderna, que algumas figuras de referência, da época, começaram a perspectivar a actividade física de uma outra forma, dando-lhe um carácter mais importante no processo de educação do ser humano. Foi a partir destes pensadores que hoje vivemos e desfrutamos, nem sempre da melhor forma, as diversas práticas desportivas que a actualidade dispõe. Contudo, o materialismo paradigmático das nossas sociedades tem levado a um conjunto de transformações no mundo desportivo, esquecendo-se da razão que encerra a prática desportiva. De uma forma geral, aquilo que é a espectacularidade de um indivíduo procurar desenvolver as suas potencialidades, com o objectivo de se superar constantemente, vive disfarçada por negócios e interesses. A ciência desportiva está, de algum modo, estática pelos milhões que o desporto envolve, ou seja, a prospectiva nesta área científica é praticamente nula, principalmente nas modalidades mais carismáticas da nossa sociedade. E a prova desta realidade são as modalidades desportivas que se encontram em vias de extinção, aqui mesmo na região, e que vão sobrevivendo através de um pequeno grupo de praticantes e de simpatizantes dessas práticas com poucos apoios e poucas condições. Cabe aos clubes e associações contextualizarem-se destas situações e pensarem no futuro que querem para a nossa sociedade desportiva e de que forma a querem desenvolver e promover. Procurando implementar e impulsionar a prática desportiva junto das crianças e jovens a partir das motivações de cada um, dando lhes a oportunidade de experimentar de viver as diversas modalidades e sensações que cada uma poderá proporcionar. E assim, dinamizar o desenvolvimento destas sociedades futuras e do próprio desporto.

Derek Freitas - Colaborador da AA UMa