António Vieira Mesquita Hoje estamos num beco sem saída… Mas de quem será a culpa? Será do trabalhador? Julgo que não. A culpa é dos sucessivos governos, pois esta classe política é uma desilusão. Tenho muitas dúvidas que a dívida da Madeira tenha um peso tão grande quanto parece. O que andou o Tribunal de Contas a fazer todos estes anos, sem nunca denunciar esta situação. Sem concordar com o despesismo de obras sem fundamento e por teimosia de alguns, é fácil saber onde foi parar tanto dinheiro, pois há muitas pessoas a viver bem sem trabalhar, enquanto há outras que trabalham muito e têm uma vida difícil. Como é possível que o nosso governo sobrecarregue os portugueses com tantos impostos, cortes nos salários e outros, e não controle os preços dos bens essenciais às famílias? Antigamente todos os produtos não podiam ser vendidos ao público com ganhos superiores a 33% sobre o valor do custo, mas agora é a lei da oferta e procura. Os inteligentes pensam que não vai dar bronca, então esperem para ver. Quando a fome apertar será, garantidamente, o descontrole total. Será que estamos a tempo de arredar caminho? Penso que sim, é uma questão de boa vontade e de inteligência. Não digo que não tenhamos de pagar pelos nossos erros, mas poderiam investigar, por exemplo enriquecimentos repentinos e ostentação de riqueza, vinda não se sabe de onde… Ainda não houve ninguém com responsabilidade neste país que tomasse uma medida justa e do agrado da maioria dos portugueses. Por exemplo decretar um teto máximo de pensões de reformas de valor condizente com as nossas capacidades, reduzindo as reformas milionárias e subindo a de outros portugueses que foram menos afortunados na vida, de forma a nivelar a sociedade. A isto chama-se democracia, solidariedade e amor ao próximo. Ninguém em idade de reforma precisa de tanto dinheiro como esses senhores recebem. Na sociedade todas as funções desempenhadas são importantes, desde um simples pescador até ao mais alto gestor. A diferença está nos honorários, enquanto os primeiros chegam à reforma e recebem umas dezenas, os últimos recebem uns milhões…